domingo, 29 de agosto de 2010

Esqueçerei-te como um homen, esqueçerei-te como um dia
um amigo? não sei se valia...
Não sei o que queres, não consigo pensar, não consigo fugir nem esconder a agonia.
As palavras magoam, não as consegues perceber, não sabes vencer essa sombra em que vives, não a consegues domar.
Amas sem amar
Lágrimas por amar
Consegues interpretar?
Vives em dois mundos.
Um apenas é ilusão o outro ilusão realidade.
Só gostas de viver nessa tua ilusão
Só queres é viver essa ilusão...
Foges do mundo e de onde vives
ignoras quem te ama, só queres um amigo
um amigo que se chama droga.
Os amigos que não são amigos...
Porque raio estás tão cego?
Chega de cobardias, assume o que querias.
Se já não queres... Assume o que não queres.

domingo, 15 de agosto de 2010

Contigo

Queria partilhar contigo, mas contigo não dá.
Queria falar contigo naquele momento, tambem não dá.
Afinal o que é que dá?
Sem paciência não se vai lá
e tu não queres saber
mas eu sei que tu sabes que eu queria era estar contigo.
Viraste as costas ao meu eu mascarado
foste embora simplesmente
esqueceste simplesmente
fumaste e nada mais.
viraste as costas...
Eu queria estar contigo

partilhar contigo.
Que me aturasses naquele momento...
Mas foste embora.
Ondas diferentes, casos diferentes, pessoas diferentes.
Afinal o que é que dá?

"Foi mal entendido
provavelmente mal dito"
Será?

domingo, 1 de agosto de 2010


Contento-me com um beijo e com a magia do olhar, do mistério nesse teu olhar.
perco-me em segredos, na minha música e no meu flow, respiro o teu ar, desapareces e levas o meu amor. Sento-me e respiro o ar de brisa marinha, mas sei não ser a mesma coisa, algo falta na minha mente. Penso e medito e continuo sem conclusões, sem respostas as minhas questões, sem saber o que sequer dizer. Abro o coração, mas tenho medo, que um dia a vida desfaça o seu sorriso e eu volte de novo ao poço e de novo à escuridão, à ala escura do meu coração, tento ignorar, mas sei que ela lá está e tenho medo de me perder nos seus labirintos e emoções desfeitas e perdidas. Tento ser forte, não ter medo de alcançar, mas a minha mente lateja e esqueçe o que importa. Preciso de segundas oportunidades, mas ninguém mas dá. O sangue não vence nem leva a melhor.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pessoas...

O mundo está todo tão errado, as memórias das pessoas vão caindo, pessoas denunciam os amigos, denunciam os entes queridos, não denunciam a morte de certos alguéns.
As pessoas estão erradas, já não fazem sentido. As cabeças perderam-se num mundo materialiste. O amor já não conta, a confiança perdeu-se. Será que podemos confiar? Será que podemos amar... Abraçar? Já está tudo esqueçido. Pessoas ajem sem moral. Pessoas caiem nos seus poços. Na mais profunda escuridão. Não respeitam. A morte apenas leve os inocentes. Vaso ruim não quebra. Porque que estamos assim? Tanta coisa se perdeu. Tantas vidas se perdem, tantos amigos choram a morte de um ente querido... A família escolhida. A mais importante. Não me vejo sem os que amo. Se os perco... Mergulho na mais profunda escuridão. Mas sei que não sou a única, e ela não se pode perder. Se ela mergulhar, muitos mergulharão depois. E assim, o meu mundo acabará. Tanta responsabilidade. E ele? Ele não pode desaparecer. E a outra... Essa.... Talvez devia ter ido. Fez e não conseguiu. Mas que peso na sua consciência. Agora será sempre marcada, pelo o que mais quis e não conseguiu.
Divago com as palavras e com o papel. Caneta numa mãe, cigarro na outra. O cigarro pensador, o cigarro que acalma. As linhas que se preenchem e o vazio que não acaba. Ele não pode desaparecer. Ela não pode mergulhar. Ela devia ter sido forte. E a morte.... Simplesmente não a devia ter levado. Levasse outra pessoa. Um vaso ruim talvez.
Sorte a dela que não vai ser esqueçida nunca. Ao longo da sua vida, teve a sorte de conheçer pessoas de puro coração. Coisa rara neste mundo. Mas ela teve essa sorte, e eu também a tenho... E por isso posso dizer, que ela não foi uma vida em vão. Como tantas outras, que talvez tivessem de ser lembradas e não são. Lembradas como sábios. Ela vai ser lembrada como uma sábia da música clássica. Eu sei. Era uma sábia. Astrologia e música, vida e morte. Ela sabia. Ela sabe. Eu sei que ela está feliz, por isso vou ficar feliz. Vou beber em sua honra, vou fumar em sua honra. Ela sabe que está bem. Os mortos partem para uma nova vida, os vivos ficam a chorar a sua morte. Não deviamos sorrir pela sua nova vida? Uma vida nova... Um mundo novo. Ela agora, conheçeu o que sempre estudou. Não é fantástico? Vida e morte. Que caminhos tão ligados.
Tenho pena de me ter esqueçido de a agradeçer. Vou rezar para lhe agradeçer, todos os dias preenchidos comigo a gatinhar. Aprender a falar. Vou agradeçer, por nunca ter tado sozinha, quando era mais pequenina. Vou agradeçer, por ela ter entrado na minha vida, e vou agradeçer a sua última prenda. O seu último postal. A bailarina a dançar... Vou agradeçer. Vou dizer o quão estou feliz por ela já não estar em sofrimento. Vou agradeçer. Vou sorrir e talvez a minha alma ferida começe por fim a chorar e a sofrer a sua perda...

Anabela, fica em paz (L).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Apenas riscos?

Raiva ou amor?
Despertas ou acordas?
Sentes ou não sentes?
O mistério paira nos teus olhos,
não sei o que pensar
desenhas com o coração
e pensas nos teus desenhos?
Sentes as mensagens escondidas
debaixo desses riscos?
Riscos...
Riscos que não são riscos,
riscos que todos cometemos.
Riscos
serão apenas riscos?
Esboços? Linhas? Cores?
O que são, o que significam?
Tristes ou alegres?
Uma alegria perversa.
Uma tristeza marcante
e uma dor marcante?
O que será(s)...

domingo, 4 de julho de 2010

SENTIR


Tenho medo de me iludir na encruzilhada dos momentos
Tenho medo de acreditar na mentira escondida
Sonhar e viver
Não pensar e viver
Simplesmente sentir cada momento
Cada toque
Não pensar mas sentir.
Sentir!
Existe algo que nos desperta mais para a vida?
Sentir
não é simplesmente fascinante?
Sentir é mais que viver
Apenas sentir...
Mas e depois?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

vagueio

Vagueio por um mundo
de cabeça pesada
onde os olhos dóiem-me
e as mãos já não trabalham.
vagueio por um mundo
de cabeça baixa.