quinta-feira, 8 de abril de 2010

Arranca-as! A todas


Quantas máscaras terá a tua feição?
Quantas máscaras terá o teu coração?
De que te queres esconder afinal?
Arranca isso de de ti, não precisas de te esconder mais não.
Mantém longe essas máscaras de ti,
sê simplesmente tu.
Não tenhas medo de derramar essas lágrimas congeladas,
não tenhas medo de sorrir e mostrar
a todo o mundo, que consegues ser melhor
do que aquilo que realmente pensam.
Não tenhas medo de desafiar o mundo.
Sem máscaras.
Não troques o teu sorriso por mais nenhum.
Não troques os teus olhos por mais nada.
Não troques o que realmente sentes, por outras coisas.
Não mascáres o amor com a indiferença,
as lágrimas por falsos sorrisos,
Simplesmente, arranca essa máscara de mentiras e falsidades,
não interessa que ela de tanto ser usada,
já esteja agarrada à tua carne, viva e crua.
Arranca-a! Com todas as forças que em ti conteres.
E, depois, sê feliz.
Tão simples como a música,
tão simples como o ronronar de um gatinho,
a dormir, serenamente, depois das mil maldades que já lhe fizeram.
Sem máscaras...

'Léqzia Céssariny

Olhares


Ah quem diga que, olho verde é de inveja
Ah quem diga que, olho azul é de mentira,
Eu apenas digo que os teus olhos,
embora castanhos,
são tão vazios como tantos outros.

domingo, 4 de abril de 2010

Adrenalina do desejo para voar e libertar-se?

Adrenalina, adrenalina.
Já naão consigo parar.
Adrenalina, adrenalina.
Onde vou eu parar?
Mas onde estou?
De onde vim?
Para onde vou?
Adrenalina, adrenalina.
Só quero sentir!
Mas abafa esse som, está demasiado alto!
Mas eu só o quero sentir.
Mete mais alto!
Mais alto!
Quando é que vai parar?!
Não quer parar!
Para por favor! Não estou a aguentar!
Adrenalina, adrenalina.
Sentir, sentir,
ver o que nao à para ver,
querer sentir o que nao à para sentir.
Só querer o impossível.
Só querer o que não existe.
Adrenalina, adrenalina.
Está a crescer,
vai arrebentar.
Que explosão dentro de mim tão grande!
Quero voar! Quero ser livre!
Adrenalina, adrenalina.
Aquilo é uma janela?!
Adrenalina, adrenalina!
Não! É um portal?!
Adrenalina a crescer...
Adrenalina, adrenalina!
É lindo, tão mágico e brilhante.
Adrenalina, adrenalina, adrenalina...
É desta que vou voar?!
ADRENALINA, ADRENALINA!
É agora!
Vou voar!
Vou ser livre!
ADRENALINA! Pum, pum, pum!
O batimento está tão forte. Estou mesmo a voar!
Adrenalina, adrenalina.
Adrenalina que foi fatal.
O batimento cessa, a respiração perde-se.
Para onde foi toda a adrenalina?
Porque que tudo morreu?
Eu apenas voei...

You're lost little girl.

whatever, não sei

Ora sinto-te comigo,
ora sinto-te bem distante.
Umas vezes, sei que estás comigo,
outras vezes, sei que estás muito longe,
demasiado longe.

Podia falar de tantas pessoas nas minhas escritas e desabafos,
mas não sei com quem os identificar.
Parece que está tudo igual, tudo no mesmo plano.
Tudo perdido e abafado, como o berro na almofada.
Tudo interligado.
Como as células do nosso corpo estáo ligadas entre si, fazendo um só corpo,
assim sinto toda a gente.
Como um só corpo.

sábado, 6 de março de 2010

Fascínio

Beleza tão natural, tão simples e ideal,
beleza sem ter nada
simplesmente, tão natural.

Como a natureza descalça
ela caminha entre as ruas,
as ruas de lisboa
o seu humilde e tão simples lar

O seu humilde e tão sedutor sorriso
os seus gestos tão brutos mas tão certos
as suas palavras tão sábias, que nem um sábio,
apesar de não ter mais de 20 anos.

Olhos tão vincados pelo tempo de rua
Olhos tão verdes e límpidos
Olhos esses, que eu sei que vou rever
Olhos esses que marcaram o meu ser

Fiquei com medo de me perder
no teu sorriso e palavras
mas sei que me quererei perder
na próxima vez que te rever.

quinta-feira, 4 de março de 2010

cicaTRIZ(t)Es

cicatrizes, daquelas que nao se vem
aquelas mais profundas e dolorosas
cicatrizes essas provocadas por alguem
actos de um outro alguem

cicatrizes...
introduzidas em nossas vidas
como o carrocel de novos dias
cambaleando pelo nosso coracao
ferindo-o e sangrando-o

no final da nossa vida
quantas cicatrizes teremos?
morreremos com elas
ou morreremos por elas?

Papel e Caneta, Dor e Solução

Sentimentos mascarados por palavras.
Entre as (minhas) linhas preenchidas,
escondo os segredos e sentimentos de um dia.
Escrevo a verdade subtilmente nessas linhas bonitas,
feitas por alguém.
As verdades que nem sempre são bonitas.
Mas o que isso interessa? Nada.
As linhas ocultam o seu lado negro e triste.
A caneta na minha mão escreve como automático,
escreve o que pensa o seu portador.
Funciona como auxiliador.
Escreve.
E se por acaso se enganar, risca
e volta a escrever por cima.
Riscando tudo na sua cabeça.
Gerando maior confusão na sua mente e coração.
Sente que não os quer escrever mais
mascarados por palavras subtis e bonitas.
Peço que se abra uma porta.
E que de lá saia uma luz
que me leve de volta à infância perdida.
Como um sonho distante e estranho,
eu perco a visão e mais uma vez
perco-me na escuridão
e na imensidão das minhas palavras
e sentimentos perdidos
que nem Atlanta,
perdida entre o mar azul e feroz,
que a devora, tal como o papel e a caneta
devoram as mágoas passadas.